quarta-feira, 15 de maio de 2013

Bolivia 10 anos depois da Guerra.



A Guerra da Água – massiva mobilização popular que expulsou a transnacional que geria o sistema de água potável e esgoto de Cochabamba, região central da Bolívia, em 2000 – completa uma década este ano, que marcam também o início da derrota do modelo neoliberal e o começo do atual “processo de mudança”.
A reportagem é de Vinicius Mansur e publicada pelo Brasil de Fato, 24-02-2010.
Para a Federação Departamental Cochabambina de Regantes (Fedcor), que organiza os moradores de comunidades rurais e urbanas dotadas de sistemas comunitários de água, a guerra, porém, começou ainda em 1999. Atentos ao problema dos recursos hídricos, a Fedcor foi vanguarda na luta contra a privatização do sistema de água potável e esgoto de Cochabamba, realizando bloqueios já nos dias 4 e 5 de novembro daquele ano.
“Criaram a lei 2029 para permitir a privatização, mas não só venderam a empresa pública [Semapa] como permitiram a Águas do Tunari [consórcio de empresas beneficiado] ser dona de todas as fontes de água”, explica Carmen Peredo, atual senadora suplente pelo Movimento ao Socialismo (MAS) e então dirigente da Fedcor.
De acordo com o representante da organização Água Sustentável, Oscar Campanini, os regantes se levantaram primeiro porque o contrato significava a perda de sistemas comunitários que sequer haviam sido criados pelo Estado. “Nas áreas rurais, eles são anteriores até mesmo à Bolívia, foram criados durante o Império Inca, com o trabalho e odinheiro da comunidade, geridos até hoje de forma comunitária pelas organizações camponesas ou indígenas. Nas áreas urbanas, diante da ausência do Estado na periferia, estes sistemas são a mescla da experiência organizativa dos mineiros, que migraram para a cidade com o desmonte do setor pelo neoliberalismo, com essa tradição comunitária daqueles que migraram da área rural. Só na zona sul de Cochabamba existem cerca de 100 sistemas comunitários que atendem a quase 200 mil pessoas. Nos municípios do entorno, são cerca de 800”, relata Campanini.
Porém, em janeiro do ano 2000, o anúncio de incremento de mais de 100% nas tarifas feito por Águas do Tunari cai como uma bomba na cidade Cochabamba e dá início a um massivo e extenso processo de mobilização que ocupa as ruas da cidade, e até mesmo de outros departamentos bolivianos, até abril de 2000, quando a empresa é expulsa do país. A população se revolta contra o consórcio encabeçado pela estadunidense Bechtel, que prometeu um projeto de 300 milhões de dólares para resolver os problemas de abastecimento da cidade, mas que, em sua conformação, concretizada dois dias antes da assinatura do contrato de concessão, declarava, em sua ata de fundação, apenas 10 mil dólares de capital.
As vitórias políticas
Para Ramiro Saravia, militante da Rede Tinku – organização político-cultural que tem como sede a principal praça da cidade (14 de Setembro) –, a Guerra da Água “foi uma escola de participação, de gente na rua e na praça que perdeu o medo e passou a ter confiança em si, articuladas pela Coordenadora da Água e da Vida”, instância que dirigiu as mobilizações e aglutinou todos os setores de Cochabamba, organizados ou não, “com democracia direta, da forma como sempre sonhamos”, relembra Saravia.
“Foram quase seis meses de mobilização permanente, todas as ruas, highlones [burguesas] ou não, estavam bloqueadas, sem exceção. Foi a primeira vez, depois de muito tempo, que se viu a unidade de diferentes classes e a aliança do campo com a cidade”, relata a senadora suplente do MAS.
Segundo o historiador, diretor da escola de formação política itinerante do MAS e prefeito interino de Cochabamba em 2008, Rafael Puente, “a novidade política foi a capacidade de auto-organização massiva na cidade”. Contudo, ele ressalta que o movimento não teria tal magnitude “se não estivesse permanentemente respaldado por um cordão camponês que apoiava e defendia a mobilização urbana, tanto na Cordilheira, como no Vale e no Trópico de Cochabamba”. De acordo com Puente, a guerra foi o ponto de inflexão do modelo neoliberal, “a primeira de muitas demonstrações de que a manutenção do modelo no país só seria possível a ferro e fogo” e, por isso, o início do atual processo de cambio.
Ele conta que, “pela primeira vez, a mobilização social não levantava uma bandeira de volta ao passado, à Revolução de 1952, mas uma visão adiante. A consigna era clara: a gestão social da água. O quarto grande bloco histórico da vida republicana do país, que foi o modelo neoliberal, se manteve intacto até 2000. Mas a expulsão de Águas de Tunari foi a sua primeira grande ferida”.
Segundo a senadora suplente Peredo, os guerreiros da água influíram de forma direta na Nova Constituição Política de Estado, colocando os recursos hídricos como um direito humano fundamental e estabelecendo “cadeados jurídicos que impedem a volta da tragédia”. Campanini afirma que a experiência acumulada com o conflito levou a Bolívia a encabeçar a luta pelo reconhecimento da água como um direito nos fóruns internacionais, “mas isso não é realidade porque países maiores, como o Brasil, jogam para o outro lado”.
Outros legados da Guerra da Água destacados por Campanini são a expulsão da transnacional franco-belga Suez de El Alto, em 2005, o aumento dos investimentos do Estado boliviano em água e o aumento da visibilidade dos sistemas comunitários: “Os anteriores governos atendiam, e mal, à parte central das cidades e o campo, mas não às zonas peri-urbanas, que têm uma gestão comunitária muito interessante, mas precisam de ajuda técnica e de infra-estrutura. Com a luta, eles são vistos pelas políticas públicas e já ganharam boa parte dos fundos públicos para o setor”.
A dívida histórica
Porém, segundo Puente, a bonita história do exercício do poder popular não conseguiu resolver velhos problemas. “Temos que dizer com frieza: essa gestão social não existe, a administração segue ineficiente, injusta e cara. Houve uma modernização tecnológica, aumentou um pouco as conexões, mas nada perto do que se esperava. Ganhamos a guerra, mas não conquistamos a paz”.
Segundo Campanini, cerca de 50% da rede deveria ser reinstalada, porque, do volume total captado pela Semapa, metade se perde com vazamentos. “Trabalhadores já comentaram que foram trocar tubos em alguns lugares, cavaram, mas não os encontraram. Os tubos estavam tão desgastados que eram simplesmente canais de terra ou pedra”, conta. Outro problema está nas conexões clandestinas manipuladas por grupos de trabalhadores da empresa e por políticos. “Aí esses grupos cobram por fora e, aliados a segmentos políticos, fazem chantagem eleitoral com a população prometendo novas conexões”, denuncia.
Em Cochabamba, boa parte da população ainda se abastece de carros-cisterna privados que cobram 20 bolivianos (R$ 5,27) pelo metro cúbico de água de baixa qualidade. A mesma quantidade, e de boa qualidade, fornecida pela Semapa custa, em média, 3 bolivianos.
“Eu pago mais de água do que luz e com freqüência temos escassez de água, em toda cidade. E a Semapa ainda contratou outra empresa só para efetuar cortes de quem não paga, é incrível”, relata, cabisbaixo, Saravia.
Mais triste do que constatar a continuidade de problemas estruturais, é ouvir porque o movimento que expulsou uma transnacional não assumiu o controle da empresa. Segundo o historiador Puente, “os dirigentes começar a disputar a notoriedade. Os dirigentes da Coordenadora claudicaram e vários deles aproveitaram o papel importante que tiveram para obter vantagens pessoais e passaram a partidos de direita”. Saravia afirma que a Coordenadora funcionou bem até 2002, quando chegaram as eleições e todos os 15 principais dirigentes foram candidatos. “Ofereceram deputação até para nós, mas não aceitamos porque o princípio da Coordenadora era a decisão conjunta, mas quando vimos todos já tinham decidido e estávamos sós”.
Na visão de Peredo, ex-dirigente da Fedcor, que tinha assento na direção da Coordenadora, o órgão se diluiu “porque outros companheiros tinham sua própria ótica e não havia a mesma linguagem”, gerando uma paralisia na organização que foi fundada no consenso. “Perdemos muito tempo e quando não fazemos a coisa no calor do momento, perdemos a oportunidade. Demoramos meses para fazer um novo estatuto da Semapa, mas havia muitas divergências sobre como deveria ser a empresa. Temos uma dívida histórica”, concluiu.
O sindicalista Oscar Oliveira, consolidado na opinião pública como principal dirigente da guerra, é apontado como um dos principais responsáveis pela má condução da reestatização por Puente. “Ele superestimou o momento histórico e seu papel, dizendo já em 2000 que o tema da água já era pequeno e que se dedicaria a lutar contra tudo o que foi o processo de capitalização das empresas públicas na Bolívia. Evidentemente era a batalha central, mas que se deu com o tempo. Assim, deixou a questão para Jorge Alvarado, um companheiro com méritos, mas que se isolou em meio às disputas e se perdeu na burocracia”.
O integrante da Rede Tinku, Saravia, eleva a crítica à Oliveira. “Fizeram da luta um negócio e com o dinheiro que deram a Cochabamba o Oliveira criou a Fundação Abril, que se especializou no tema água”.
Até mesmo o pequeno avanço conseguido na gestão da empresa – a eleição direta pela população de três diretores da Semapa – se perdeu. Segundo Puente, “no primeiro ano teve certo efeito, elegendo lutadores que participaram da luta, mas alguns deles tardaram pouco a somar-se à burocracia e à corrupção nessa e em outra instâncias. E a fé da cidadania diminuiu tão rapidamente que faz dois anos um candidato era eleito por 400 votos, num universo de 300 mil eleitores”.
Mesmo diante de tantas decepções, Saravia comenta que a derrota do neoliberalismo foi tão acachapante que o discurso privatista não ressurgiu. “O povo sabe que isso é pagar mais. O povo quer que melhore o serviço e que não haja corrupção”, sentenciou.
Cronologia da Guerra da Água*
3 de setembro de 1999 – Assinado contrato entre governo e Águas do Tunari.
20 de outubro – Promulgada lei 2029, chamada de “Serviço de Água Potável e Esgoto”.
4 e 5 de novembro – Os regantes iniciam os bloqueios de ruas e estradas.
12 de novembro – Criação da Coordenadora da Água e da Vida.
11, 12 e 13 de janeiro de 2000 – A Coordenadora organiza um grande bloqueio contra o aumento das tarifas em mais de 100% e contra a lei 2029. Governo se compromete a rever as tarifas e a lei.
4 e 5 de fevereiro – A Coordenadora realiza a tomada de toda cidade e o Exército vai às ruas. Governo assina documento se comprometendo a retomar as tarifas anteriores.
26 de março – A Coordenadora realiza um referendo com mais de 50 mil votantes a favor da expulsão de Águas do Tunari.
4 de abril – Convocação de bloqueio indefinido.
6 de abril – Em reunião de negociação, prefeitura declara preso os dirigentes e governo central declara estado de sítio. Cerca de 50 mil pessoas tomam a praça central, onde está a sede da prefeitura. O prefeito volta atrás, desmente o estado de sítio e comunica a saída de Águas do Tunari da cidade.
7 de abril – Governo central nega o rompimento do contrato. Prefeito de Cochabamba renuncia e um novo estado de sítio é declarado. 22 dirigentes são presos.
8 de abril – As estradas de todo o Altiplano da Bolívia são bloqueadas, os enfrentamentos crescem e deixam um morto. Mas exército e polícia se retiram aos quartéis e a cidade fica nas mãos dos manifestantes.
9 de abril – Aniversário da Revolução de 1952. Autoridades pertencentes ao MNR (partido da Revolução) comparecem ao enterro do jovem assassinado e são agredidos pelos manifestantes. Governo central anuncia saída de Águas do Tunari.
10 de abril – A Coordenadora exige documento do governo oficializando sua posição. Ele se nega e acusa a rebelião de Cochabamba de ser fruto do “narcotráfico”. Manifestantes iniciam marcha massiva e governo realiza a rescisão do contrato.
11 de abril – Parlamento aprova a lei com as modificações propostas pela Coordenadora. No campanário da Igreja localizada na praça central de Cochabamba, é encontrado enforcado o jovem Juan Rodriguez, responsável por, durante a guerra, avisar a população da chegada do Exército e da Polícia com os toques do sino.
12 de abril – Terminam os bloqueios.
14 de abril – Presos são libertados e familiares de mortos e feridos indenizados.



Economia Da Bolivia


A Bolívia é um dos países mais pobres e menos desenvolvidas da América Latina . Após uma desastrosa crise econômica no início da década de 1980 reformas atraíram o investimento privado, estimularam o crescimento econômico e diminuíram os índices de pobreza na década seguinte . O período entre 2003 e 2005 foi caracterizado por instabilidade política, tensões raciais e violentos protestos contra planos - posteriormente abandonados - de exportar o gás natural produzido no país para grandes mercados do Hemisfério Norte . No ano de 2005 o país aprovou uma controvertida lei sobre hidrocarbonetos que impôs um significativo aumento dos royalties sobre a produção e determinou que as empresas estrangeiras que operavam sob o regime de contratos de risco entregassem toda sua produção à empresa estatal, em troca de uma tarifa fixa pelos serviços .
Hoje a Bolívia uma das economias que mais crescem na América do Sul, desde o início das reformas do presidente Evo Morales do partido Movimiento al socialismo. Contudo o país continua com graves problemas sociais e econômicos.
A escassa indústria boliviana representa 35% do PIB. Suas áreas de atuação são: manufatura, produção de açúcar e derivados, artigos de couro, papeleira, cimento, moveleira, de vidros, explosivos e outras. 80% destas indústrias estão situadas em Santa Cruz de La Sierra, La Paz e Cochabamba.
No tocante às exportações, os grandes parceiros da Bolívia são: Brasil, Argentina, Venezuela, Colômbia, Peru, Japão e EUA. Bolívia faz parte dos seguintes tratados de livre comércio: Comunidade Andina (CAN), Mercosul  e Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).
O turismo na Bolívia tem sido muito pouco explorado, mesmo contando com muitos atrativos, como os salares, por exemplo. Hoje, o turismo está concentrado ao redor de La Paz, Cochabamba e santa Cruz.
O PIB boliviano, em 2.007, foi de 39,78 bilhões de dólares. O PIB per capita chegou a 4.400 dólares e a taxa de crescimento real foi de 4%. 60% da população vivem abaixo do nível de pobreza. A taxa de inflação foi de 12% e a de desemprego atingiu 8%. No mesmo ano, a Bolívia teve uma dívida externa de 3,8 bilhões de dólares e a taxa de crescimento da produção industrial chegou a 1,1%.



Guerra da Aguá Curiosidades


Em setembro de 1993, impulsionado pelo Banco Mundial , a multinacional Bechtel assinou um contrato com Hugo Banzer , presidente eleito e ex- ditador da Bolívia , de privatizar o abastecimento de água de Cochabamba . O contrato foi oficialmente atribuída a uma empresa chamada Aguas del Tunari , um consórcio formado pela empresa Bechtel (que participou com 27,5 por cento), os EUA empresa de Edison, boliviano empresas A. Petricevich e S. Doria Medina, eo consórcio espanhol Abengoa SA (que participa com 25 por cento). Logo após, houve queixas sobre o aumento das taxas de água (serviço é falta por vários anos na cidade), o mesmo tinha subido mais de 50 por cento. Todas essas ações culminaram nos protestos de 2000, a guerra de água. Muitas pessoas foram forçadas a retirar seus filhos das escolas ou médicos perder como resultado dos preços da água. Ele declarou a lei marcial e polícia boliviana matou pelo menos uma pessoa (Victor Hugo Daza, 17) e feriu 170 participantes nos protestos. Em meio ao colapso da economia nacional eo aumento da agitação, o governo da Bolívia cancelou o contrato com a Bechtel.
[10:23:35] Carlous Iuson: Em 2001, a empresa de engenharia Bechtel intentado uma acção judicial contra o governo da Bolívia, reivindicando indenização no valor de 25 milhões de dólares. Bechtel argumentou que o contrato só lhe permitiu gerir o sistema de água, que era um serviço que foi danificado e do governo local, que aumentou os preços da água. A batalha legal atraiu a atenção de movimentos anti-capitalistas e anti-corrupção. Esta questão é abordada no documentário canadense fez em 2003 The Corporation ( A Corporação , em seu título original, e corporações.? Instituições ou psicopatas em Espanha ), bem como o próprio site Bechtel. Em janeiro de 2006, Bechtel e outros parceiros internacionais retirou sua ação contra o governo boliviano, após protestos intensos.
[10:24:04] Carlous Iuson: Como uma disposição contratual acordada Aguas de Tunari, você tinha que pagar US $ 30 milhões da dívida acumulada pela Semapa. Eles também concordaram em financiar uma extensão do sistema de água e começar um programa de manutenção muito necessária no sistema de água existente. Didier Quint, diretor do consórcio, disse: "Sabíamos que poderíamos colocar este programa em execução em um período de tempo mais curto do que era exigido pelo contrato. Para isso tivemos que aumentar as taxas de água e nível para todos aumento que não tinham sido postos em execução antes. "
Além disso, para garantir o contrato, Aguas del Tunari tive que prometer o financiamento do governo boliviano para vários Misicuni conclusão do projeto preso por vários anos e consistiu de perfuração de um túnel de 20 quilômetros para a transferência de água através de montanhas (Cordilheira Tunari), que fornecem água potável e de irrigação para Cochabamba e gerar eletricidade. Mas o Banco Mundial havia julgado inútil, enquanto o consórcio não tinha interesse na construção da barragem, foi deixada de lado por um membro influente da megacoalición Banzer, prefeito de Cochabamba , Manfred Reyes Villa . Uma tentativa de privatizar o sistema de água foi feita sem a condição de construir a barragem em 1997, mas Reyes Villa tinha usado a sua influência para esmagar o negócio. Os críticos do prefeito argumentou que a barragem era um "projeto de vaidade" beneficiaria "alguns de seus principais financiadores."
Funcionários da Bolívia para Aguas de Tunari eram principalmente engenheiros que não tinham experiência em marketing. Os estrangeiros que também estavam cientes das dificuldades da sociedade e da economia boliviana. Ao assumir o controle, a empresa aumentou as taxas de água por uma média de 35%, para cerca de US $ 20 por taxa de mês. Enquanto isso parece pequeno nos países desenvolvidos do que o pessoal tinha chegado Aguas de Tunari, muitos de seus novos clientes só ganham em torno de US $ 100 por mês. Na mais completa ignorância da realidade da sua situação, um gerente do consórcio, Geoffrey Thorpe disse simplesmente que "se as pessoas não pagam suas contas de água iria cortar o serviço." Agora, o serviço, sendo escassos, foi regulamentada por horários e zoneada, portanto esta declaração resultou em famílias de diferentes classes sociais e aumento da rejeição de uma taxa de serviço que, por vezes, não chegaram a suas casas. Esta situação começou em janeiro de 2000. Os líderes do setor social procurou diálogo com o governo, e participou pela Igreja Católica para uma reunião na Prefeitura (hoje governador), dirigido por Hugo Saucedo prefeito Galindo, o prefeito Manfred Reyes Villa, o Dom Tito Solari, Arcebispo de departamento Oscar Olivera, fabricação líder e Coordenador de água, Omar Fernández, líder dos agricultores, e representantes do governo, que ficaram surpresos ao ser preso e encarcerado no diálogo completo por algumas horas em celas da Polícia Técnica Judicial (PTJ ). Desde a revolta e protesto cresceu com uma vigília às portas desta instituição, que decidiu no dia seguinte, em resposta, tomar a praça. Esses confrontos levaram ao prefeito Galindo para renunciar ao cargo, eo governo nomeado Comandante da polícia divisional, Col.. Eduardo Wayar, como o prefeito em exercício. Naquela noite, eles pararam mais de seis líderes de diferentes setores, seqüestrando e confinando-os para a cidade oriental de Puerto Rico (Departamento de Pando). Com essas prisões piorou a reação da população, que começaram a bloquear ruas da cidade e rodovias espontaneamente. O governo, liderado por Hugo Banzer Suarez, um estado de emergência emitido localmente (Estado de Sítio) em 8 de abril de 2000, a tomar essas medidas.

Falta de água será problema mundial para o século XXI


Desde o surgimento da vida na Terra, a água é o elemento mais importante para a sobrevivência de todos os seres vivos. Sem ela, o planeta seria desabitado. Mesmo assim, a humanidade tem desperdiçado este recurso. Dados da ONU de 2006 revelam que até 2050 mais de 45% da população mundial não terá acesso à água potável.
Uma das teorias para o surgimento da água no planeta foi quando a Terra, até então uma bola incandescente, liberou gases de seu interior. Alguns desses gases eram compostos de amônia, hidrogênio, metano e o vapor d’água. “A água foi liberada através do vulcanismo há bilhões de anos atrás quando o planeta se resfriou”, explicou Waverli Neuberger, doutora em Ciências Biológicas e coordenadora da Agência Ambiental da Universidade
Metodista de São Paulo. A Terra é composta de 70% de água. A partir deste número, apenas 2,493% são de água doce. “Temos pouca água para o nosso consumo nos rios e lagos, sendo que a maior parte está nas geleiras e aqüíferos (água subterrânea)”, disse Waverli. Segundo ela, países árabes têm levado icebergs içados de navio para suprir a escassez de água em seus territórios, causando um grave impacto ambiental.
04.jpg
O mau uso da água tem causado preocupação em alguns países (em sua maioria europeus) e vários estudos tem sido realizados para tentar sanar o problema. “A revolução industrial não aconteceria sem a água. O ser humano não consegue ver que todos os itens industrializados precisam de água para serem produzidos, inclusive dinheiro”, afirmou o jornalista Roberto Haushahn, que teve a água como tema de seu trabalho de conclusão de curso.
Para fabricar cada quilo de aço são necessários 600 litros de água. Um litro de cerveja precisa de três a quatro litros. “A maior produtora de cerveja do Brasil gasta por ano 30 bilhões de água. Para se fazer uma folha de papel sulfite se gasta 380 litros”, disse Haushahn. “Se todas as pessoas do mundo consumissem como os americanos, seriam necessários cinco planetas Terra”, afirmou.
Previsões afirmam que nos próximos anos a guerra não será mais pelo petróleo e sim devido à escassez dos recursos hídricos. O Brasil é o país mais rico em água disponível para o consumo. Possuí 13,7 % de toda a água potável no mundo. “Se hoje nós temos guerra por causa de petróleo, como será quando a água se tornar escassa? Seremos, no mínimo, alvo”, disse Roberto Haushahn.

A politica da Bolívia


Bolívia é marcada por agitações sociais em sua história. Os movimentos sociais surgiram durante a década de 50, mas 
desde os anos 90 estes ganharam novas 
proporções. Os movimentos sociais têm 
sido responsáveis por seguidas 
instabilidades políticas, bem como pelas 
quedas de alguns presidentes. 
Os movimentos sociais, juntamente com a 
oposição política, deixaram difícil a 
governabilidade do governo de Carlos 
Mesa. Este assumiu o poder em 2003, após 
fortes turbulências políticas e a deposição 
Gonzalo Sánchez de Lozada. Mesa era 
considerado um dos políticos mais aptos 
do país para lidar com as pressões sociais, 
isso porque não era da classe política 
tradicional. 
No entanto, Mesa teve dificuldades em 
lidar com as pressões sociais desde a sua 
posse. A oposição de esquerda no país é 
muito forte e detém amplo acesso às 
massas. Nesse sentido, a articulação da 
oposição política com as classes produziu 
uma série de protestos e movimentos que 
levaram o Presidente à primeira renúncia 
em março de 2005. 
Na verdade, a primeira renúncia mostrou 
ser uma jogada política para que o 
Presidente melhorasse sua posição frente 
à oposição. Tal ação surtiu efeitos, as 
manifestações cessaram e o governo saiu 
fortalecido. Porém, estes efeitos foram 
muito breves e em meados de abril de 
2005 os protestos recomeçaram por todo o 
país.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Bolívia Geografia

Juntamente com o vizinho Paraguai, a Bolívia é um dos dois únicos países das Américas que não possuem saída para o mar. O ocidente da Bolívia está situado na cordilheira dos Andes, com o pico mais elevado, o Nevado Sajama, a chegar aos 6542 metros. O centro do país é formado por um planalto, o Altiplano, onde vive a maioria dos bolivianos. O leste do país é constituído por terras baixas e coberto pela floresta úmida da Amazônia. O lago Titicaca situa-se na fronteira entre a Bolívia e o Peru. No sudoeste do país, no departamento de Potosi, encontra-se o Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo.
As cidades principais são La Paz, Sucre, Santa Cruz de la Sierra e Cochabamba.
A região Oriente, a norte e leste, compreende três quintos do território boliviano, é formada por baixas planícies de muitos rios e grandes pântanos. No extremo sul, localiza-se o Chaco boliviano, pantanoso na estação chuvosa e semi-desértico nos meses de seca. A nordeste da bacia do Titicaca, visualizam-se montanhas extremamente altas de 3 000 a 6 500 metros. As montanhas de mais altitude caem em ângulos praticamente retos até se transformarem em planícies.
Os Andes atingem a Bolívia e se dividem em duas grandes cadeias, a Oriental e a Ocidental. Nota-se que a cordilheira Ocidental é formada por vulcões inativos ou extintos, e suas rochas são formadas de lava vulcânica petrificada. A altitude máxima é de 3 700 m, com 800 km de comprimento e 130 km de largura. A cordilheira Oriental é composta de diversos tipos de rochas e areia.

Guerra pela agua na Bolívia

Em 2000, na cidade de Cochabamba (com cerca de 700 mil habitantes, considerando-se a área urbana e rural), na Bolívia, houve a privatização da água e do já precário sistema de abastecimento e redes de esgoto, ficando a cargo da Aguas del Tunari, um consórcio criado por capitais dos EUA, Itália, Espanha e Bolívia que, da noite para o dia, aumentou as tarifas em até 300% sem que houvesse sequer melhora nos serviços ou ampliação da área de cobertura para as zonas mais pobres.
Em Cochabamba apenas metade da população na zona urbana tem acesso a água tratada e na zona rural os camponeses, quase na totalidade indígenas, foram expropriados do seu sistema de irrigação e abastecimento que eram utilizados há séculos, um bem comum que se transformou em uma mercadoria muito cara, ou inacessível, de uma hora para outra. Pior do que vem acontecendo no resto da América Latina e no mundo, ao invés de tentar ludibriar a população com a promessa de melhores serviços e ampliação dos mesmos para os mais pobres, a privatização da água (e não somente do sistema de abastecimento, pois até a água da chuva passou a ser propriedade do Consórcio), em Cochabamba, se caracterizou pela transferência direta da renda dos mais pobres para os lucros das transnacionais.
A resistência dos trabalhadores foi ampla, forte e imediata, reunindo trabalhadores do campo, trabalhadores urbanos das mais diversas atividades, intelectuais, estudantes, associação de moradores e sindicatos.
Houve vários dias de batalhas com a polícia, no que ficou conhecido como a Guerra da Água, e culminou com a vitória da luta popular, de forma tangível. O processo de privatização foi cancelado, forçando a transnacional a sair da Bolívia e transformando Cochabamba num exemplo mundial de resistência e numa das cidades onde os trabalhadores têm mais poder, devido às formas organizativas que conseguiram erguer.
Mas as lições dessa união dos trabalhadores na luta foram mais amplas. O que se iniciou como uma luta por um bem indispensável, a água, que o capital está ávido para transformar em uma mercadoria especial devido ao nível de dependência que as populações e a própria indústria têm dela, evoluiu para críticas às políticas estruturais de um país dominado por uma plutocracia racista a serviço das empresas estrangeiras.

Afinal, se na realidade são os trabalhadores, através das tarifas e de seu suor, que financiam essas empresas (e o lucro de um pequeno punhado de capitalistas), porque não podem os próprios trabalhadores gerir esses serviços, sobretudo quando se trata de bens naturais e “públicos”?

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Bolívia, sua escassez.


Resumo
Desde a adoção da dimensão ambiental no conceito de segurança, estudiosos vêm chamando
a atenção para uma futura escassez de água e sua ligação a conflitos violentos. Nessa discussão, a
geopolítica pós-moderna tem apresentado grande contribuição ao assunto. Enquanto grade analítica
da estratégia territorial de diversos atores em diferentes escalas, a geopolítica possibilita a
compreensão de que as tensões relacionadas a recursos naturais em um dado território são travadas
não apenas entre os estados, mas também entre movimentos sociais, empresas transnacionais,
governo local entre outros atores. Nessa linha de pensamento, lançou-se o conceito de geopolítica da
água, no qual foram ressaltados também os conflitos intra-nacionais. Levando-se em conta esta
última situação, o movimento alter-mundialista, vem chamando a atenção para a atuação das
empresas transnacionais em relação ao controle e à distribuição dos recursos hídricos em escala
global. Nesse sentido, o conflito relacionado aos recursos hídricos em Cochabamba, durante o ano
de 2000, se tornou um ícone do discurso anti-globalização não apenas sul-americano, mas mundial.
Desde então, vários artigos publicados têm caracterizado a Guerra da Água na Bolívia enquanto luta
da sociedade civil local contra o consórcio multinacional “Aguas del Tunari”. Porém, várias outras
relações de poder estão relacionadas com o acesso aos recursos hídricos em Cochabamba. O
estudo visa desconstruir o argumento de que a Guerra da Água em Cochabamba-Bolívia estaria
apenas relacionada ao confronto entre sociedade civil local e o consorcio multinacional Aguas Del
Tunari, através de uma análise, em longo prazo, das tensões relacionadas aos recursos hídricos.

Escassez de água no mundo


A escassez da água é uma questão cada vez mais preocupante em todo mundo. O esgotamento dos recursos hídricos tornou-se realidade em algumas regiões do planeta, de modo que muitos países já sofrem extremamente com o problema. Estima-se que 18% da população mundial não tenham água disponível para suprir suas necessidades e em 2050 as estimativas são ainda mais catastróficas: caso a situação atual não se altere, três quartos dos habitantes da Terra não terão acesso a este recurso essencial à vida.
Embora vivamos num planeta abastado deste líquido precioso, 97,5% dele encontra-se nos mares. E oceanos.Eessa água não pode ser filtrada.
A desidratação ocorre quando o corpo humano não tem água suficiente para realizar suas funções normais. Ela pode ser leve e causar sintomas como fraqueza, tontura, dor de cabeça, fadiga, podendo levar à morte. Indivíduos desidratados apresentam um volume de sangue menor que o normal, o que força o coração a aumentar o ritmo de seus batimentos, quadro chamado pelos médicos de taquicardia.Por isso temos que Preservar a água.




Fonte:http://www.tosabendomais.com.br/portal/atualidades.php?idAtualidade=82&acao=Ver.


terça-feira, 7 de maio de 2013

Apresentação !

Blog : Água , nossa vida.

Como também nosso subtema: Bolívia, com sua escassez de água   

Eu Davi Feitosa, Carlos Weber e Valentim Aragão, somos responsáveis  pela criação do blog da turma da 8 01 T. Com o objetivo de focar na preservação da água, sobre seu ciclo, e sua importância ao mundo. Vamos postar informações diárias, com imagens e curiosidades. Também falaremos sobre a Bolívia nosso pais vizinho, por sua dificuldade de sua escassez de água.