Bolívia é marcada por agitações sociais em sua história. Os movimentos sociais surgiram durante a década de 50, mas
desde os anos 90 estes ganharam novas
proporções. Os movimentos sociais têm
sido responsáveis por seguidas
instabilidades políticas, bem como pelas
quedas de alguns presidentes.
Os movimentos sociais, juntamente com a
oposição política, deixaram difícil a
governabilidade do governo de Carlos
Mesa. Este assumiu o poder em 2003, após
fortes turbulências políticas e a deposição
Gonzalo Sánchez de Lozada. Mesa era
considerado um dos políticos mais aptos
do país para lidar com as pressões sociais,
isso porque não era da classe política
tradicional.
No entanto, Mesa teve dificuldades em
lidar com as pressões sociais desde a sua
posse. A oposição de esquerda no país é
muito forte e detém amplo acesso às
massas. Nesse sentido, a articulação da
oposição política com as classes produziu
uma série de protestos e movimentos que
levaram o Presidente à primeira renúncia
em março de 2005.
Na verdade, a primeira renúncia mostrou
ser uma jogada política para que o
Presidente melhorasse sua posição frente
à oposição. Tal ação surtiu efeitos, as
manifestações cessaram e o governo saiu
fortalecido. Porém, estes efeitos foram
muito breves e em meados de abril de
2005 os protestos recomeçaram por todo o
país.
Fonte:http://www.pucminas.br
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